Inovar é fundamental para uma marca? Não existe uma resposta única — se sucesso se resumisse a uma receita, todos seríamos bem-sucedidos. E onde todos são especiais, ninguém mais se destaca.

No estúdio, gostamos de frisar que há dois caminhos possíveis para uma marca sobreviver no mundo empresarial. O primeiro é fazer algo que o mercado já tem, mas com algum diferencial — qualidade, segurança, preço. O segundo é inovar. O segundo caminho nos parece mais promissor: não é fácil, mas se manter no mercado com o mesmo produto que todos os concorrentes é mais árduo e normalmente menos recompensador.

Inovar exige fibra. Exige acreditar em mudanças de hábito antes que o mercado as confirme.

O Google não precisava mudar. Mudou assim mesmo.

Em 2015, o Google promoveu um dos redesigns de identidade visual mais comentados da história recente. A marca já era consolidada, reconhecida globalmente, usada por bilhões de pessoas diariamente. Não havia pressão de mercado. Não havia concorrente ameaçando sua posição.

E ainda assim mudaram.

Simplificaram a tipografia, modernizaram as formas, criaram um sistema visual mais adaptável para diferentes telas e contextos. A decisão não veio do medo — veio de uma autocrítica constante, da consciência de que uma marca viva precisa evoluir junto com o mundo em que existe.

O Instagram fez o mesmo em 2016, trocando o ícone skeuomórfico — aquela câmera realista — por uma versão plana e minimalista. Na época, metade do mundo odiou. Hoje ninguém imagina diferente.

Autocanibalismo como estratégia

Há um conceito que usamos muito quando conversamos sobre identidade visual com nossos clientes: o autocanibalismo de marca. A ideia de que é preferível você mesmo promover a morte e o renascimento da sua identidade antes que o mercado faça isso por você — de forma menos gentil.

Não estamos falando de mudar por modismo. Estamos falando de ter a lucidez de olhar para a própria marca com olhos de fora e perguntar: isso ainda representa quem somos? Isso ainda comunica o que queremos comunicar?

Muitas vezes a resposta é não — e essa é a resposta mais valiosa que um empresário pode ouvir.

Sua marca ainda representa quem você é?

Se você está em dúvida, provavelmente já tem a resposta. Uma avaliação honesta de identidade visual pode revelar oportunidades que você não estava enxergando — ou confirmar que o caminho está certo.

Será que não está na hora de rever sua identidade visual? Conta pra gente!